Hoje não sei o que escrever. Cada vez que penso em palavras, todas correm
em tua direcção. Dir-se-ia uma maldição. Algo louco. Talvez doença. Mas não. As
recordações de ti invadem-me a mente por alguma razão desconhecida. Se
supostamente estou melhor sem ti porque continuas a vir ao meu encontro em
pensamentos? Como é que se desliga esta coisa chamada memória?
Talvez devesse existir um mecanismo que pudesse erradicar selectivamente
memórias boas mas que nos fazem mal porque não passam disso, de memórias, que
por mais que queiramos não conseguimos transformá-las em algo material.
Talvez o ser humano não devesse ter a capacidade de gostar, no sentido
romântico, de outro ser humano. Nasceríamos sem essa necessidade. O trabalho
bastava, o convívio com os amigos bastava, viajar bastava. A procriação seria
feita artificialmente. Gostar desse novos seres faria parte do trabalho de
alguém.
Afinal para quê gostar
de alguém? Conhecer-se o outro, fazer-se planos, organizar viagens juntos,
quando é tudo mais fácil sozinho?
Não teríamos de lidar com os sentimentos do outro, com as expectativas e desilusões. Também não descobríamos os defeitos que fazem dos seres humanos seres humanos. Nem tão pouco lidar com as vicissitudes do dia-a-dia, nem dos maus hábitos de cada um.
Tudo seria muito mais fácil mas aí batíamos de frente com a solidão. Ai essa marota. Sim. A solidão de quem tantos fogem.
Na solidão temos o sofá vazio quando chegamos a casa. Ninguém para nos ouvir contar as peripécias do dia, ninguém para nos abraçar à noite ou lançar um sorriso só porque sim.
Outros falaram no sexo sem compromisso mas será essa a solução? Será o sexo sem compromisso a alternativa à paixão e ao amor? É aí que o ser humano encontrará o equilíbrio e a felicidade reconfortante?
Não teríamos de lidar com os sentimentos do outro, com as expectativas e desilusões. Também não descobríamos os defeitos que fazem dos seres humanos seres humanos. Nem tão pouco lidar com as vicissitudes do dia-a-dia, nem dos maus hábitos de cada um.
Tudo seria muito mais fácil mas aí batíamos de frente com a solidão. Ai essa marota. Sim. A solidão de quem tantos fogem.
Na solidão temos o sofá vazio quando chegamos a casa. Ninguém para nos ouvir contar as peripécias do dia, ninguém para nos abraçar à noite ou lançar um sorriso só porque sim.
Outros falaram no sexo sem compromisso mas será essa a solução? Será o sexo sem compromisso a alternativa à paixão e ao amor? É aí que o ser humano encontrará o equilíbrio e a felicidade reconfortante?




