As ruas estavam desertas. Todos se encontravam em casa para celebrar a véspera de natal. Os gatos vadios passeavam os seus corpos frios em busca de alimento. Ao fundo ouviam-se músicas natalícias que invadiam o ar. E eu... eu verificava aquele espectáculo enquanto fumava um cigarro às escondidas dos familiares mais próximos. Lá dentro o ambiente era de festa. A mesa estava repleta de manjares fantásticos que faziam as delícias dos mais velhos, que os mais novos esses já só contavam o tempo para a abertura das prendas. Mal entrei o Rodrigo vem ao meu encontro e presenteia-me com um beijo quente e demorado: "estou ansioso para te desembrulhar logo à noite". Sorrio. E assim passava o tempo até ao desembrulhar dos presentes, até ao desembrulhar do nosso amor.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Seres
Se fosses o mar acariciavas-me com as tuas ondas, porém eras absorvido pela areia e fugias de mim. Se fosses a lua iluminavas o meu caminho mas ainda assim a distância era grande e o sol levava-te. E se o sol fosses por mais calor que me desses a lua traí-te e roubava-te de mim. Talvez fosses vento que soprasse bonitas palavras aos meus ouvidos, contudo sempre errante visitarias outros lugares até ao nosso próximo encontro. Assim quero que sejas, como és, um homem que está ao meu lado e transforma o mar, a areia, o sol e a lua em algo belo para contemplarmos juntos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Saboreia-me.
Hoje tenho um desejo enorme de ti.
Quero que me comas de todas as formas. Vem ter comigo ao hotel, venda-me os
olhos, rasga-me a roupa e possuí-me na cama, no chão, na mesa. Quero que me
beijes intensamente e à medida que o fazes, as nossas respirações ficam inconstantes. Beija-me o pescoço e percorre o meu corpo todo. Colocas o teu pau
duro dentro da minha boca e delicio-me com ele. Vou acelerando o ritmo a que te
chupo e tu deliras. Estou completamente molhada. Já não aguento mais. Digo para
me penetrares e acedes ao meu pedido. Penetras-me uma e outra vez e vais
alternando o ritmo a que o fazes. E adoro. Sussurro ao teu ouvido quão
prazeroso é fazer sexo contigo. Arranho-te as costas de prazer. Viras-me e
assumo o controlo. As minhas coxas sobem e descem no teu pénis duro e
delicioso. Ouço os teus gemidos de prazer. Colocas-me de quatro e afastas-me as
minhas pernas ficando com uma visão sedutora do meu corpo. Penetras-me com força como
eu gosto, mais e mais até não conseguir aguentar todo o prazer que me dás e venho-me
numa explosão maravilhosa. Depois procuro o teu falo ainda rijo e chupo-o até
vires na minha boca. Caímos na cama exaustos e saciados de prazer.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Tenho preguiça
Perguntas-me se quero sair e respondo que não. Então deixaste estar junto a mim. Inspiras o cheiro do meu cabelo, enrolas os teus braços em mim e deixaste ficar assim. Sorrio e deixo-me ficar nesse abraço protector. Saímos da cama e tomamos um banho juntos, enquanto partilhamos carinhos e beijos demorados.
Oiço-te na cozinha a preparares algo para comermos, não que sejas muito ajeitado na cozinha. Fizeste sumo de maçã, colocaste requeijão nalgumas tostas, fizeste ovos mexidos, que para ti já é algo elaborado em termos culinários e chamas-me.
Mal chego à cozinha ficas expectante quanto à minha reacção. Aproximo-me de ti, coloco as minhas mãos na tua cara e aproximo os meus lábios dos teus. E ficamos ali, naquele beijo demorado. Sento-me e aprecio o brunch que fizeste. Lá fora está a chover e cinjo-me à minha preguiça e ao nosso amor.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Frio e calor
O frio que faz lá fora
não se coaduna com o calor do nosso quarto.
Os nossos sorrisos transmitem a felicidade que nos
alimenta por dentro.
Hoje o frio não nos incomoda e amanhã é outro dia.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Para aquele de quem gosto 2
Hoje estou melancólica.
Passo os olhos pelo telemóvel sem nada fixar.
Penso nos nossos momentos juntos e como não tem sentido eu continuar a pensar em ti se não é em mim que pensas.
Imagino a tua vida daqui a uns anos. De que é que serve tudo aquilo que tens se o vais viver sozinho. Imagino-te no sofá solitário a apreciar uma série qualquer na televisão enquanto faz frio lá fora. Imagino-te com uma mulher, uma de muitas que já tiveste na tua cama e mais uma vez o sexo que tens com ela não significou nada. Foi mais uma noite de sexo sem qualquer significado, um aliviar de tensões e esperma. No dia seguinte levantaste e vais trabalhar um pouco mais contente pela noite quente de sexo. No decorrer do dia esse contentamento vai-se desvanecendo à medida que o vazio que te consome por dentro te invade. Esse vazio destruidor que pode ser camuflado pelas viagens, pelos restaurantes ou pela conversa com os amigos, porém no final do dia lá está ele a invadir-te.
O teu medo de sofreres é maior do que esse vazio e então preferes que o vazio te acompanhe ao invés de dares uma oportunidade ao amor.
Imagino que podia fazer-te feliz. Imagino-me de novo na tua cama, a invadir o teu espaço. Imagino nós os dois na praia de mãos dadas, a fazer patetices que só os apaixonados fazem.
Imagino tantas coisas, porém sou sugada para a realidade à medida que o relógio soa as seis da tarde. Resigno-me à minha condição de estar sem ti mais um dia, na esperança que a paixão que sinto por ti acabe por se desvanecer. Faço o caminho até casa com melancolia no peito, com recordações na mente e uma vontade louca de estar contigo.
Imagino-te a mim e a ti.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Ainda acredito no amor
De que valem os objectivos a que nos propomos se quando os atingimos não temos ninguém para partilhar a vitória?
Quero acreditar no amor, mesmo que por pouco, mesmo que ao acaso, mesmo quando não estou preparada, mesmo quando não quero.
É um sentimento complexo. Dizem o maior de todos. Fala-se nele desde sempre.
E tanto fascina pela beleza que encerra como pelo ódio que deixa.
Podemos amar neste instante e por muitos anos, no entanto, sendo um sentimento tão forte, quando nos sentimos traídos ou defraudados, todo o amor que construímos rapidamente se transforma em ódio. Este antagonismo do amor-ódio é tão voraz que nos consome a pouco e pouco e nada faz sentido.
Contudo continuamos na busca pelo amor. E amamos. Porque sabemos que nada mais resta senão o amor.
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