segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Catarina e Rodrigo II

Catarina e Rodrigo apresentavam-se na festa como amigos, no entanto eram mais do que isso. O clima aquecia não na sala e sim dentro deles. Um calor que mal conseguiam controlar à medida que o tempo passava e não podendo tocar um no outro, assim que a oportunidade se apresentou perante os mesmos, não pensaram duas vezes, enfiaram-se na limusina e de lá não saíram tão cedo. Rodrigo beijava-a furtivamente como se quisesse beber todos os sucos contidos nela e Catarina sentia o ar a fugir-lhe no meio de tanta sofreguidão. Colocou-lhe a mão entre as pernas puxando as meias pretas para poder sentir o calor e os sucos deliciosos que vinham dela. O motorista fazia de conta não ouvir os gemidos de prazer de ambos ao longo da viagem, tinha de manter o profissionalismo acima de tudo, sendo que de Lisboa fora para Cascais fazendo tempo para consumirem o acto.

Catarina arrancava-lhe a camisa, fazendo saltar os botões, surpreendendo-o por aquele acto totalmente inesperado e cheio de vontade. Beijava-o, colocando-se em cima dele sentindo-lhe o ritmo acelerado e o pénis bem duro à espera de ser lambido e chupado. Despiu-lhe as calças e começou a degustar aquele manjar dos deuses que sempre a fazia suspirar por mais, enquanto Rodrigo desapertava-lhe o vestido e lhe acariciava os seios agora libertos e sedentos de toque.

As ondas do mar batiam contra as rochas num ritmo que competia com aqueles corpos ávidos de sexo. Rodrigo puxou-a para si, sentando-a no seu pénis quente, rosado, duro. Sentiu aquela vagina molhada, quente e apertada. Esboçou um sorriso de prazer enquanto beijava aqueles lábios vermelhos doces. Sentia-a mudar de ritmo, ela estava no comando e adorava quando assim era. Deixava-a deleitar-se no seu corpo, enquanto observava os seios baloiçarem de um lado para o outro. Era uma visão simplesmente divinal ter aquele corpo escultural ali à sua mercê, enquanto o mundo estava completamente alheio de tudo o que se passava naquela viatura.

- Queres mais? - perguntava-lhe Rodrigo adivinhando-lhe a resposta.
- Quero. Quero mais. Quero... tudo. - sussurrava-lhe ao ouvido entre gemidos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Capuchinho vermelho e lobo mau


A festa começa agora. O ambiente é de glamour e elegância. Venho de vestido comprido vermelho com uma racha sensual que põe a descoberto as minhas pernas.
Vejo o teu olhar de gozo, de satisfação e de lobo. Sim de lobo, aquele teu olhar com urgência em ter-me, com vontade de percorrer a sala cheia de convidados, afastá-los de mim e ter-me nos teus braços enquanto me beijas com fervor.
Nesta festa usas o fato preto, com uma camisa cinza e tens o teu olhar amarrado ao meu.
O champanhe brinda a nossa paixão.
Os convidados falam contigo e enquanto os entreténs, os teus olhos parecem os de um falcão que a surpreender a presa com as garras afiadas.
Dirijo-me a ti e denoto algumas observações que saboreio com gozo. Afastas aqueles que te rodeiam e beijas-me, num beijo lento e saboroso. Agarras-me a mão encaminhando-me até à varanda, onde a brisa fresca arrepia a minha pele, no entanto o teu toque aquece-me, queima-me por dentro. Não sei como o fazes, porém tens a capacidade de me excitar com os teus olhos de lobo mau e esse teu toque, ai esse toque que me leva à loucura antes de tudo começar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Para aquele de quem gosto 3

Meu amor 
tenho ânsias de te dar o meu amor. De te envolver nos meus braços e sentir o bater do teu coração junto a mim.
Quero sentar-me no sofá contigo e falar de banalidades, de coisas sérias, de rir e de fazer amor.
E depois dos nossos corpos estarem exaustos, juntamo-nos e deixamos a exaustão assumir o seu papel, fechamos os olhos e adormecemos.
Quero acordar ao teu lado e despertar-te com beijos. Preparar algo para comer na cama e deleitarmo-nos novamente nos lençóis.
Quero gostar de ti, quero amar-te e enfrentar o mundo contigo assim, no aconchego da noite, na aventura do dia e pela vida.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Amar-te


Amar-te é como voar sem pára-quedas, é correr sem chão, e saltar sem corda. 

Amar-te é enlouquecer por momentos.
É agarrar-me ao vazio, andar às escuras e ver o sol sem protecção.
Amar-te é uma loucura mas uma loucura boa.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Rafaela I

Rafaela deambulava pelas ruas em busca de algo que não sabia exactamente o que era. Passavam por si todo o tipo de pessoas às quais tentava decifrar as suas vidas, angústias e desejos. Quiçá também eles com as mesmas dúvidas que ocupavam agora a sua mente.
A tarde apresentava-se quente, o sol dava ânimo aos corredores, às aves que buscavam alimento no rio e a todos os seres que por ali andavam sem serem vistos. As crianças brincavam energicamente ao longo do paredão. Porém nada daquilo era relevante aos olhos de Rafaela, insistindo num olhar vago, numa melancolia sem fim. Talvez o calor a fizesse assim, pensava, ao mesmo tempo que sabia iludir-se com tais pensamentos. A causa de tanto pensamento era só um e chamava-se Rodrigo.
Rodrigo veio inquietar-lhe a paz de espírito. Era a revolução quando ela era a acalmia. Ele não estava nos seus planos. Tinha uma carreira de sucesso, viajava quatro a cinco vezes por ano, a casa que idealizava, assim que dramas amorosos não faziam parte da sua rotina. No entanto, Rodrigo era uma presença constante no dia-a-dia dela.  E tudo mudou num dia quente no terraço de casa, quando permitiu que aquele homem entrasse e a tomasse nos braços.

Saudades



Tenho saudades loucas de estar contigo. Choro a tua ausência. Queria-te aqui comigo. Podes ficar comigo?
Tenho saudades dos namoros de criança que se decidiam com uma cruz num papel, sim ou não. 

Hoje os sentimentos são deveras complexos. E não queria a complexidade e sim a simplicidade. 
Queria o amor apenas e só. Queria-te a ti sem mais. Podes ficar comigo?

domingo, 27 de dezembro de 2015

Catarina e Rodrigo



À medida que Catarina observava o ambiente envolvente, a boca secava, o coração batia mais forte e um calor invadia-a. Por mais que gostasse de sair com as amigas, Catarina demonstrava uma vontade enorme de estar com Rodrigo. Talvez fossem as luzes quentes, o álcool, as roupas curtas com decotes, os fatos de corte elegante, os modos educados das pessoas presentes. Talvez fosse isso ou o desejo desenfreado que tinha de estar com ele.