sábado, 23 de janeiro de 2016

Quando os amigos coloridos se apaixonam

Temos todas estas regras que pautam o relacionamento dos amigos coloridos e uma delas é a de não se apaixonar, pois a partir do momento que se apaixonam as coisas podem correr mal.
Assim, se são amigos coloridos de alguém não se apaixonem, não queiram complicações, o objectivo é esse, sexo sem stress, sem compromissos, sem pensar nos sentimentos e nas necessidades do outro. Apenas foder e foder bem diga-se de passagem, porque se é para foder mal nem vale a pena ir por aí. 
Contactar o outro apenas para fazer sexo é uma das condições. Não falar antes e depois do coito para não entrar em intimidades e confissões. Se uma das partes quer encontros fora da cama é mesmo ignorar, não responder, fazer de conta que nunca viu a mensagem no telemóvel e no próximo encontro agir com normalidade, fazendo de conta que tais propostas nunca existiram. 

Se por um acaso uma das partes dá azo à sua humanidade e desenvolve sentimentos do foro romântico, a questão complica-se. Assim, duas coisas podem acontecer. Uma delas é a outra pessoa também desenvolver afeições pela outra e é fantástico, melhor não podia acontecer e vivem felizes quase sempre (felizes para sempre é uma utopia na perspectiva da autora). A outra é que o(a) parceiro(a) não partilha dos mesmos sentimentos, ficando assim com uma paixão não correspondida, com um desgosto imenso e com a possibilidade do sexo nunca mais se concretizar.

Posto isto, nunca fodam com a mesma pessoa mais que duas vezes - a não ser que consigam ser frios e calculistas e colocar os sentimentos de lado. Sejam reservados, não dêem aso a grandes conversas - se o outro quiser falar finjam estar a dormir que a conversa acaba logo, não se permitam a almoços e jantares que possam acabar em conversas indesejáveis como as perceptivas para o futuro, gostos, passatempos, etc. Isso é logo o soar do alerta vermelho. Caso isso aconteça corram para a casa de banho, inventem uma desculpa, peçam a um amigo que vos telefone para vos tirar da situação o mais rápido possível. Outro conselho é ficarem algum tempo sem solicitar os serviços sexuais, para não dar espaço a dúvidas, mesmo que o sexo seja bom.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Rafaela II

Rafaela dera instruções à Clotilde, a empregada, para deixar a casa num brinco pois esperava convidados. Clotilde que nunca vira convidados naquela casa enorme, estranhou o pedido o qual atendeu, no entanto, imaginava: "Convidados... pois, pois, andas mas é com fogo na saia. Agora com estas modernices até nem me admirava que andasse com uma mulher. No meu tempo não havia nada dessas coisas. Cá mulheres com mulheres qual quê. Valha-me Deus. Também pode ser um homem. Se calhar é o assistente, passa tanto tempo no trabalho que só pode ser ele."
- Clotilde precisa de alguma coisa? - perguntava-lhe enquanto a via estática.
- Não minha senhora. - e assim se recolheu para os quartos onde tinha muito que fazer.
Rafaela estranhou o comportamento da velha mas não deu muita importância, a idade já lhe estava a levar a melhor, pensava.
Entretanto dirigiu-se ao quarto, abriu o armário, observando as roupas mais ousadas que tinha. Porém não as via, não tinha nada sensual para usar no encontro com Rodrigo. "Mas como fui dizer que sim àquele homem? Nem tenho o que vestir. Mas no que é que te foste meter. Estavas tão bem na tua rotina pacata e sem desvios." E suspirava.
- Estou? Daniel? Quero que me compres um vestido. Tenho um encontro esta noite e não tenho nada para usar.
- Ó minha querida. Como é que isso aconteceu?
- Daniel não comeces com as tuas coisas.
- Ai estou tão contente. Finalmente vais limpar as teias de aranha.
- Daniel por favor. E nada de comentar por aí. Já sei como és.
- Sigilo total Rafaela. Às quatro passo aí.
- Muito bem, vou mandar o motorista buscar-te.
- E não queres mais nada? Uma lingerie sensual, um lubrificante, talvez uns preservativos, que esses que tens aí devem ser do século passado.
- Daniel que exagero, mas já agora traz isso tudo - sorriu e desligou. Confiava no seu assistente que estava disponível 24 horas, sete dias por semana. Era isso que esperava de quase todos, pois assim o exigia a si própria.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Na escuridão

Ontem no escuro do cinema, tu vieste ao meu encontro. Chorei porque não estavas a meu lado, era apenas o meu desejo que te fazia estar ali. A escuridão foi minha testemunha e imaginei-nos abraçados. A minha cabeça estava encostada à tua e ali permanecemos até ao final do filme. Quis ter-te mas não te sentia. Quis beijar-te, porém os teus lábios já lá não estavam. A escuridão foi minha companhia até casa e quando os olhos fechei a luz apareceu.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Catarina e Rodrigo II

Catarina e Rodrigo apresentavam-se na festa como amigos, no entanto eram mais do que isso. O clima aquecia não na sala e sim dentro deles. Um calor que mal conseguiam controlar à medida que o tempo passava e não podendo tocar um no outro, assim que a oportunidade se apresentou perante os mesmos, não pensaram duas vezes, enfiaram-se na limusina e de lá não saíram tão cedo. Rodrigo beijava-a furtivamente como se quisesse beber todos os sucos contidos nela e Catarina sentia o ar a fugir-lhe no meio de tanta sofreguidão. Colocou-lhe a mão entre as pernas puxando as meias pretas para poder sentir o calor e os sucos deliciosos que vinham dela. O motorista fazia de conta não ouvir os gemidos de prazer de ambos ao longo da viagem, tinha de manter o profissionalismo acima de tudo, sendo que de Lisboa fora para Cascais fazendo tempo para consumirem o acto.

Catarina arrancava-lhe a camisa, fazendo saltar os botões, surpreendendo-o por aquele acto totalmente inesperado e cheio de vontade. Beijava-o, colocando-se em cima dele sentindo-lhe o ritmo acelerado e o pénis bem duro à espera de ser lambido e chupado. Despiu-lhe as calças e começou a degustar aquele manjar dos deuses que sempre a fazia suspirar por mais, enquanto Rodrigo desapertava-lhe o vestido e lhe acariciava os seios agora libertos e sedentos de toque.

As ondas do mar batiam contra as rochas num ritmo que competia com aqueles corpos ávidos de sexo. Rodrigo puxou-a para si, sentando-a no seu pénis quente, rosado, duro. Sentiu aquela vagina molhada, quente e apertada. Esboçou um sorriso de prazer enquanto beijava aqueles lábios vermelhos doces. Sentia-a mudar de ritmo, ela estava no comando e adorava quando assim era. Deixava-a deleitar-se no seu corpo, enquanto observava os seios baloiçarem de um lado para o outro. Era uma visão simplesmente divinal ter aquele corpo escultural ali à sua mercê, enquanto o mundo estava completamente alheio de tudo o que se passava naquela viatura.

- Queres mais? - perguntava-lhe Rodrigo adivinhando-lhe a resposta.
- Quero. Quero mais. Quero... tudo. - sussurrava-lhe ao ouvido entre gemidos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Capuchinho vermelho e lobo mau


A festa começa agora. O ambiente é de glamour e elegância. Venho de vestido comprido vermelho com uma racha sensual que põe a descoberto as minhas pernas.
Vejo o teu olhar de gozo, de satisfação e de lobo. Sim de lobo, aquele teu olhar com urgência em ter-me, com vontade de percorrer a sala cheia de convidados, afastá-los de mim e ter-me nos teus braços enquanto me beijas com fervor.
Nesta festa usas o fato preto, com uma camisa cinza e tens o teu olhar amarrado ao meu.
O champanhe brinda a nossa paixão.
Os convidados falam contigo e enquanto os entreténs, os teus olhos parecem os de um falcão que a surpreender a presa com as garras afiadas.
Dirijo-me a ti e denoto algumas observações que saboreio com gozo. Afastas aqueles que te rodeiam e beijas-me, num beijo lento e saboroso. Agarras-me a mão encaminhando-me até à varanda, onde a brisa fresca arrepia a minha pele, no entanto o teu toque aquece-me, queima-me por dentro. Não sei como o fazes, porém tens a capacidade de me excitar com os teus olhos de lobo mau e esse teu toque, ai esse toque que me leva à loucura antes de tudo começar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Para aquele de quem gosto 3

Meu amor 
tenho ânsias de te dar o meu amor. De te envolver nos meus braços e sentir o bater do teu coração junto a mim.
Quero sentar-me no sofá contigo e falar de banalidades, de coisas sérias, de rir e de fazer amor.
E depois dos nossos corpos estarem exaustos, juntamo-nos e deixamos a exaustão assumir o seu papel, fechamos os olhos e adormecemos.
Quero acordar ao teu lado e despertar-te com beijos. Preparar algo para comer na cama e deleitarmo-nos novamente nos lençóis.
Quero gostar de ti, quero amar-te e enfrentar o mundo contigo assim, no aconchego da noite, na aventura do dia e pela vida.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Amar-te


Amar-te é como voar sem pára-quedas, é correr sem chão, e saltar sem corda. 

Amar-te é enlouquecer por momentos.
É agarrar-me ao vazio, andar às escuras e ver o sol sem protecção.
Amar-te é uma loucura mas uma loucura boa.