Aquela mulher tinha todo um charme, um poder de sedução, um corpo que nem todos os homens aguentavam. Nem todos tinham pedalada para o ritmo dela. Era como um gato a competir com uma pantera. Por mais tentativas que fizesse, o gato nunca ultrapassaria a pantera.
E ela, ela era um lince. Quando andava todas as curvas daquele corpo majestoso rolavam numa sedução incomparável. Os olhos castanhos seduziam e intimidavam. Sabia quais os homens que melhor a satisfaziam. Gostava de exibir os seus movimentos na pista de dança e excitava-a o facto de tê-los a olhar para ela. Satisfazia-a ser o centro das atenções. Ansiava pela escuridão da noite, quando estaria na cama de um homem que a sabia satisfazer até quando lhe apetecesse. Fervia com o toque dumas mãos firmes. Entrelaçava as pernas naquele corpo que a mantinha no auge. Perdia-se quando percorriam a língua ao longo do seu corpo. Suspirava desejos aos ouvidos daqueles que tinham o privilégio de estar com ela. Era sagaz, bonita, inteligente e deveras saborosa. Não dava oportunidades a casos falhados ou com poucas chances de sucesso. Era cruel na rejeição. Tinha de o ser.






