Se escolho vestir lingerie é para mim, para me sentir sensual, bonita. Se me maquilho faço-o por mim, não por ti. Por favor não confundas amor próprio com subserviência.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
A terra que nos junta e separa
Meu amor, queria tanto que estivesses agora nos meus braços. Queria que a terra que nos separa e rodeia sucumbisse nas profundezas do mundo.
Desejava respirar o mesmo ar que agora te circunda e penetra. Esse ar outrora errante segue nas tuas veias, enche os teus pulmões e dá-te a vida que desejo minha.
Queria-te em vida, em mim, sobre mim e em todas as formas de existência às quais o nosso amor está destinado. Persigo esse ar na esperança de te encontrar.
Talvez a ilusão me permita a proximidade que tanto anseio.
E no entanto, enquanto os meus pensamentos te perseguem, tu voltas, voltas para mim e fico no abraço que me dás.
domingo, 17 de abril de 2016
Pantera
Aquela mulher tinha todo um charme, um poder de sedução, um corpo que nem todos os homens aguentavam. Nem todos tinham pedalada para o ritmo dela. Era como um gato a competir com uma pantera. Por mais tentativas que fizesse, o gato nunca ultrapassaria a pantera.
E ela, ela era um lince. Quando andava todas as curvas daquele corpo majestoso rolavam numa sedução incomparável. Os olhos castanhos seduziam e intimidavam. Sabia quais os homens que melhor a satisfaziam. Gostava de exibir os seus movimentos na pista de dança e excitava-a o facto de tê-los a olhar para ela. Satisfazia-a ser o centro das atenções. Ansiava pela escuridão da noite, quando estaria na cama de um homem que a sabia satisfazer até quando lhe apetecesse. Fervia com o toque dumas mãos firmes. Entrelaçava as pernas naquele corpo que a mantinha no auge. Perdia-se quando percorriam a língua ao longo do seu corpo. Suspirava desejos aos ouvidos daqueles que tinham o privilégio de estar com ela. Era sagaz, bonita, inteligente e deveras saborosa. Não dava oportunidades a casos falhados ou com poucas chances de sucesso. Era cruel na rejeição. Tinha de o ser.
A suspensão
Helena tinha o dedo suspenso na direcção do ecrã do telemóvel. Seleccionou o nome do Roberto e abriu o separador das mensagens. "Oi Roberto tudo bem? Amanhã queres combinar algo?...". Pensou naquilo que escrevera. Porque haveria de mandar aquela mensagem para ele? De certeza que a ia ignorar, ia ser frio como era o seu hábito. Decidiu apagar a mensagem. O homem por quem se apaixonara só estava interessado em ir para a cama com ela. Quando ele queria, às horas que melhor lhe aprazia. Era assim e Helena devia acostumar-se à ideia.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Não me queiras como eu te quero
Desta vez o texto que vos apresento não é da minha autoria mas sim da blogger Sónia Cardoso de quem gosto bastante. Assim fica o texto dela, espero que gostem.

"Não me queiras como eu te quero. Não queiras conhecer o desejo. Não queiras conhecer a obscuridade. Não queiras conhecer os pensamentos. Não queiras conhecer as ações. Sabe tão bem e tão mal. A adrenalina é um vício. A montanha russa é uma rotina. A paragem é uma dor. Conhecer-te sabe tão bem e tão mal, por isso não queiras conhecer-me. Não me queiras como eu te quero. Não queiras conhecer as manias. Não queiras conhecer os passos. Não queiras conhecer o toque. Não queiras conhecer o beijo. Sabe tão bem e tão mal. O calor é um vício. A confiança é uma rotina. A entrega é uma dor. Conhecer-te sabe tão bem e tão mal, por isso não queiras conhecer-me. Não me queiras como eu te quero. Eu quero adrenalina, montanha russa e paragem. Eu quero calor, confiança e entrega. Não digas que me queres como eu te quero. Ambos sabemos que isso não é verdade."
domingo, 3 de abril de 2016
Amor flutuante
Há sempre algo que me traz de volta a ti. São palavras flutuantes no vento sussurrando aos meus ouvidos o teu nome, impedindo-me de te esquecer. O teu nome que ecoa na minha mente de uma forma constante, sem descanso, sem alívio deste amor que sinto por ti. O sol que me lembra o teu toque quente contra a minha pele. São estes momentos que me rodeiam sem tréguas.
A música que toca a nossa melodia, a lembrança dos beijos, dos abraços, dos carinhos e das confidências criadas entre um mundo nosso e o real.
segunda-feira, 28 de março de 2016
As mulheres gostam de sexo - what?
Agora afastando-me um pouco da vertente amorosa, falo da sexualidade das mulheres do séc. XXI (uma estreia no texto de opinião aqui no blog).
Sim as mulheres gostam de sexo e demonstram que gostam e não é escândalo nenhum! A sério que fico irritada quando até as próprias mulheres evitam de falar do tema como se fosse um tabu do séc. XV. Nós evoluímos e deixámos de estar submissas à visão da sociedade quanto ao nosso comportamento.
Se queremos ser sexualmente activas somos, se não o quisermos fazê-mo-lo também. Se quisermos fazer sexo com cinco homens numa semana, fazemos e não estamos a equiparar-nos aos homens, estamos apenas a expressar a nossa sexualidade como qualquer ser humano.
Podemos fazer sexo oral, vaginal, anal e tudo o que quisermos que isso não é o fim da moral e dos bons costumes. Quero acreditar que somos livres de viver a nossa sexualidade em pleno de uma forma segura. Quero acreditar que a educação sexual possa ser uma realidade nas escolas e que todos tenham informação sobre a sexualidade e tudo o que implica.
Já lá vai o tempo que a mulher tinha contacto com a sua sexualidade apenas quando casava, que os seus orgasmos não importavam e que tinha de se submeter à vontade do marido - só de pensar neste cenário até me dá vómitos.
Certamente existe ainda uma percentagem da população que pretende iniciar a sua vida sexual no casamento , cada um faz a sua escolha. E é isso que é o mais importante é termos essa escolha e fazermos dela o que bem entendermos.
Ah e claro que aplaudo também o espaço que hoje temos para as mulheres que gostam de outras mulheres e que não é drama nenhum - obviamente que a mentalidade da sociedade ainda não aceita todos de igual forma, porém é um caminho a ser percorrido.
Fico chocada quando ouço que "uma mulher de respeito não faz isso", a sério que até caiu para o lado. Ou "um homem não quer que façamos isso", epá mas donde é que vem isto? De facto, a repressão da sexualidade feminina ao longo dos anos, ainda tem um impacto nas nossas atitudes e pensamentos.
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