Apetece-me sentir fogo. Quero calor humano. Esta vontade que me dá e envolve quer sair de dentro de mim. Quero expandir-me no corpo de alguém e sentir-me una a ele. O calor que faz lá fora toca-me e contagia-me. Quero-te agora. Pede-me que te toque, porque amanhã faz frio e posso já não estar cá.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
O porto seguro
O pássaro voou, voou, voou e encontrou um ramo para repousar de tão longa viagem que havia feito. Pensava em como aquele ramo o servia na perfeição, e que porto de abrigo a sorte o levou a encontrar. Os dias foram passando e o pássaro notou nas fissuras do ramo e que não tardaria até o seu abrigo até então tão perfeito, ficar em mil pedaços. O pássaro entristeceu-se pela escolha que fizera e pelas expectativas não corresponderem à realidade, porém lembrou-se daquilo que os seus pais lhe tinha ensinado ainda era pequeno: "Não procures fora aquilo que só tu podes achar". E assim o pássaro voou.
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sábado, 11 de junho de 2016
Amor em cetim
Descansava entre os lençóis de cetim quando vieste até mim. Sorri por sentir a tua presença, por sentir o teu corpo tão próximo do meu. Enrolaste-te em mim. Sentimos o nosso amor no ar e mantivemo-nos assim, apaixonados, e deixamo-nos adormecer nos braços um do outro. "Eu estou aqui" - dizias-me ao ouvido, enquanto permanecia naquele mundo que criámos para os dois.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Caminho de espinhos
É como se diante de mim se apresentassem espinhos sobre o chão, o qual tenho um desejo mórbido de pisar. Não sei porque o desejo. Não sei porque tento pisar os espinhos quando vejo outro caminho. Talvez seja o masoquismo dentro de mim que me impede de alcançar outro caminho. Talvez a coragem me falte. Quiçá a ambição não me chegue.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Não é para ti é para mim
Se escolho vestir lingerie é para mim, para me sentir sensual, bonita. Se me maquilho faço-o por mim, não por ti. Por favor não confundas amor próprio com subserviência.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
A terra que nos junta e separa
Meu amor, queria tanto que estivesses agora nos meus braços. Queria que a terra que nos separa e rodeia sucumbisse nas profundezas do mundo.
Desejava respirar o mesmo ar que agora te circunda e penetra. Esse ar outrora errante segue nas tuas veias, enche os teus pulmões e dá-te a vida que desejo minha.
Queria-te em vida, em mim, sobre mim e em todas as formas de existência às quais o nosso amor está destinado. Persigo esse ar na esperança de te encontrar.
Talvez a ilusão me permita a proximidade que tanto anseio.
E no entanto, enquanto os meus pensamentos te perseguem, tu voltas, voltas para mim e fico no abraço que me dás.
domingo, 17 de abril de 2016
Pantera
Aquela mulher tinha todo um charme, um poder de sedução, um corpo que nem todos os homens aguentavam. Nem todos tinham pedalada para o ritmo dela. Era como um gato a competir com uma pantera. Por mais tentativas que fizesse, o gato nunca ultrapassaria a pantera.
E ela, ela era um lince. Quando andava todas as curvas daquele corpo majestoso rolavam numa sedução incomparável. Os olhos castanhos seduziam e intimidavam. Sabia quais os homens que melhor a satisfaziam. Gostava de exibir os seus movimentos na pista de dança e excitava-a o facto de tê-los a olhar para ela. Satisfazia-a ser o centro das atenções. Ansiava pela escuridão da noite, quando estaria na cama de um homem que a sabia satisfazer até quando lhe apetecesse. Fervia com o toque dumas mãos firmes. Entrelaçava as pernas naquele corpo que a mantinha no auge. Perdia-se quando percorriam a língua ao longo do seu corpo. Suspirava desejos aos ouvidos daqueles que tinham o privilégio de estar com ela. Era sagaz, bonita, inteligente e deveras saborosa. Não dava oportunidades a casos falhados ou com poucas chances de sucesso. Era cruel na rejeição. Tinha de o ser.
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