quarta-feira, 26 de abril de 2017

Seríamos o silêncio e o amor em plenitude

Hoje acordar foi um tormento. Dormir a teu lado até me despertares com beijos doces, com mimos e palavras suaves era o meu desejo. Dizias-me para esquecer o trabalho, que faríamos um passeio no jardim ou à beira mar.
Seríamos o silêncio e o amor em plenitude.

domingo, 2 de abril de 2017

Feito por medida

Enquanto o meu corpo permanecia no sofá a sentir a solidão, a minha mente agarrava-se à ideia de um amor. Não tinha de ser perfeito, imaculado. Apenas retribuído, carinhoso, imperfeito, feito à minha medida. Um amor trabalhado diariamente, crescendo connosco. Vivido entre nós. Aquela acalmia de amor recíproco.
E sem esperar abriste a porta do meu coração. Senti-me fora da zona de conforto, à mercê deste sentimento. Disseste-me para ficar, abraçaste-me e permaneci nos teus braços.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Primavera

Fui ao bosque. E o sol percorria o meu corpo sem aviso. Esticava a mão com intenção de sentir a vegetação a bailar por baixo dela. O aroma primaveril libertado por aqueles belos e selvagens seres fazia o meu coração bater de contentamento. Era ali que pertencia. Àquele bosque onde a natureza se unia a mim. Éramos feitos da mesma matéria e por meio dela a tranquilidade que me transmitiam transformava-me. 
Ouvi ao fundo o som do relinchar dos cavalos. E como eram majestosos, e que porte tinham. Imaginava-me em cima deles, cavalgando sem destino, éramos um só.
Eu e a natureza celebrávamos o amor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Preciso de romance, de amor, de longos abraços. De beijos quentes sem tempo, fugazes, longos, molhados. Preciso dos teus braços a rodear-me.  Quero o teu calor. Quero-te em mim. Necessito que as tuas mãos percorram o meu corpo. Quero me faças gemer de prazer.
Hoje estou desta forma, sedenta de ti. Preciso de ti, vem amar-me.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fujo dos sentimentos

Silencio o meu amor por medo de não me corresponderes. As palavras que fluem em todas as ocasiões, contigo cessam de forma inexplicável. Amo-te à distância. Esqueço-me de mim. Vens-me ao pensamento e amo esse momento e outros que recordo com ternura. Serás meu nalgum momento? Quero ter-te para mim. Talvez me vás pertencer no futuro. Não quero pensar. Deixo a razão de lado. Finjo-me ocupada. Fujo dos meus sentimentos para não ser confrontada com as decisões. A noite custa a passar. Sinto o tempo devagar. Não consigo dormir com tantos sentimentos a aflorarem uns atrás dos outros. Imagino uma história que me faça cerrar os olhos. Sem me aperceber o corpo deixa-se levar pelo cansaço e adormeço. Quiçá serei mais corajosa amanhã.

Fogo

Apetece-me sentir fogo. Quero calor humano. Esta vontade que me dá e envolve quer sair de dentro de mim. Quero expandir-me no corpo de alguém e sentir-me una a ele. O calor que faz lá fora toca-me e contagia-me. Quero-te agora. Pede-me que te toque, porque amanhã faz frio e posso já não estar cá.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O porto seguro

O pássaro voou, voou, voou e encontrou um ramo para repousar de tão longa viagem que havia feito. Pensava em como aquele ramo o servia na perfeição, e que porto de abrigo a sorte o levou a encontrar. Os dias foram passando e o pássaro notou nas fissuras do ramo e que não tardaria até o seu abrigo até então tão perfeito, ficar em mil pedaços. O pássaro entristeceu-se pela escolha que fizera e pelas expectativas não corresponderem à realidade, porém lembrou-se daquilo que os seus pais lhe tinha ensinado ainda era pequeno: "Não procures fora aquilo que só tu podes achar". E assim o pássaro voou.
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